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Somos InterVidas

Pode parecer uma afirmação estranha, mas alegro-me em não conseguir, em poucas palavras, descrever quem somos.
Afinal, somos mais do que consigo definir a partir do meu limitado ponto de vista.
Somos as conversas divertidas, os abraços demorados, os encontros fraternos, as mãos dadas, os sorrisos entrelaçados, os cumprimentos cordiais, o serviço mútuo, o dom partilhado, a reverência diante do Sagrado, o choro de arrependimento, o aprendizado constante, a fragilidade exposta, as crianças correndo, as vozes em adoração, os joelhos dobrados, a comunidade buscando seguir Aquele que nos buscou, somos as histórias ardendo no coração de cada pessoa acomodada nas cadeiras do nosso espaço de culto.
Não nos consideramos um modelo a ser seguido. Não nos consideramos um sucesso a ser estudado. Não estamos reinventando a roda que move o cristianismo.
Queremos apenas ser uma família vivendo em amor ao redor da vida de Cristo, na simplicidade da humanidade com a qual o Emanuel se vestiu quando caminhou no chão desta Terra.
É verdade que a nossa liturgia é mais informal, nossas canções mais modernas e o nosso pastor é uma figura diferenciada – gente como a gente e dono de uma pluralidade inspiradora, fruto de sua formação acadêmica num ambiente de infindáveis debates sobre o mundo e suas configurações políticas e econômicas.
No entanto, amamos a multiforme graça do Senhor.
Estamos conscientes de que Deus está agindo em muitos mais lugares que o nosso preconceito nos permite perceber. Ele está muito além das nossas preferências. Glórias a Ele por isso!
Oramos a Deus e O louvamos pelos ricos exemplos de seriedade, integridade, liberalidade e compaixão que testemunhamos em diversas igrejas com características diferentes da nossa.
De coração, desejamos e tentamos nos instruir por meio de suas contribuições ao reino de Deus. Até porque somos irmãos e devemos viver como tais.
O nosso alvo é amar cada vez mais ao Rei, para que o nosso amor seja parte do Seu reino e para que o Amor reine em nós em tudo o que fizermos uns pelos outros.
Que a nossa maior força seja não fugir das nossas fraquezas para transformá-las em caminhos de intimidade com o Pai e com cada um de Seus filhos.
Deus é bom e cuidará de nós e por meio de nós.
Cremos nisso.

Thiago Grulha

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